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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

9- O que uma carinha meiga consegue...

HANNA
—Tenho um vestido que é perfeito para você, filha!—minha mãe disse, assim que sentei na mesa para tomar café.
—Será que eu vou caber nele?—perguntei, colocando sucrilhos na minha tigela. 
—Hanna, é claro que sim. Podemos alargar, sei lá. 
Há! Alargar! 
—Mãe, eu nem sei se vou... Acho que teremos que comprar vestidos em uma loja especial para obesos.
—Hanna, pare!—minha mãe berrou.
Suspirei e comecei a comer.
—Olha, Hanna, até que você me deu uma ideia. Você vai correr comigo todos os dias. Vá se arrumar para uma corrida, hoje você não vai a escola! 
Meu queixo caiu.
...
NO DIA SEGUINTE 
—Hey! —ouvi a voz de Alison e me virei.
—Oi, Ali!—andei até ela.
—E aí? Já tem com quem ir no baile ou vai com a Aria mesmo? —ela riu.
—Acho que eu vou  acabar tendo que ir com a ela mesmo...—abaixei a cabeça.
—Ei, aquele ali não é o Sean Ackard? —Alison sussurrou e riu.—Será que ele já tem par pro baile?
Corei. Eu gosto dele desde o 6º ano, época em que eu nem conhecia Ali.
—Provavelmente sim. E se não tiver não vai querer ir com uma baleia.
—Hanna, para com isso! Vem cá! —ela me puxou pelo braço.
ALISON
—Sean! —gritei. 
Na mesma hora ele se virou e deu um sorriso.
—Oi Hanna! Oi Alison!
—Ele falou seu nome primeiro!—brinquei, sussurrando no ouvido de Hanna. Ela me olhou e demos uma risadinha.
—Então... você já... já t-tem...—Hanna começou a gaguejar e eu revirei os olhos.
—A Hanna quer saber se você já tem com quem ir no baile.—expliquei.
—Não, por que? 
—Ãn, porque eu também não tenho com quem ir e bem...  você gostaria de ir comigo? Se não quiser, não tem problema. Eu te entendo! —ela começou a fazer vários gestos com a mão.
—Ãn... —ele pareceu pensar, meio nervoso.
—Sean, o que custa? A Hanna é linda e muito legal. Admito, se ela não tivesse essas gordurinhas a mais, vocês seriam perfeitos juntos. —disse. Tadinha da Hanna. Ela merece ir com o Sean. Se ele disser não, arranco a cabeça dele. 
—Eu estava brincando. —ele sorriu, tímido.—Claro que eu aceito. 
Em seguida, ele olhou carinhosamente para a Hanna e se virou.
Ela deu um sorrisão e depois ficou olhando ele sair, em choque. Olhei para ela e sorri também.
—Tá vendo?—eu ri.
—Obrigada mesmo, Ali!—ela pulou em cima de mim, me dando um abraço de urso.
—Por nada.—nem sei como minha voz saiu.— Mas... será que você pode me soltar? Estou ficando sem ar!
ARIA 
—Não sei se vai dar para eu ir...—Ezra me olhou, triste.
—Ei, não tem problema. Todo mundo ia te ver. Tipo... Esse não é o Sr. Fitz e a Aria? Reconheço a cara deles!—ri e sentei na mesa na frente da dele.
—Aria ninguém ia reconhecer nossa cara. É um baile de máscaras! Vão ter máscaras cobrindo nosso rosto.—ele riu.
—Ah... Então... Sei lá.
—Queria muito ir, para ver você. Aposto que vai estar maravilhosa. 
—Anw, por que não vai poder ir?
—Vou ter uma reunião...
—Ata. Que pena.
—As consequências de namorar um professor.—ele riu e me deu um selinho.
—Bom, eu tenho que ir para minha próxima aula. Depois a gente se fala.—me levantei depressa.
—Ah não...—ele fingiu um choro e eu comecei a rir.
—As consequências de namorar uma estudante.
Ele riu e se levantou também. 
—Tchau.—Ezra veio até mim e me deu um beijo.
—Tchau.—dei um tchauzinho e sai. 
Assim que ia entrar na outra sala, meu celular apitou.
"Ariaaa!! Vejo que continua com o 
professor... Por que insiste tanto nessa 
relação? Sabe que vai acabar mal pra ele...
E pra você. Cuidado, qualquer dias desse
eu posso resolver espalhar isso para todos...-A" 
SPENCER
Mais um dia em que fui ignorada. Lá em casa, eu não existo. Não me dão Bom Dia, Boa noite, Boa tarde; não me respondem quando eu pergunto, e se respondem é uma resposta falando da pobre Melissa. Tipo: "Vocês viram meus livros?" "Melissa está aqui sofrendo e você vem perguntar do seus livros?"; Se eu conto de uma nota boa não me dão parabéns. Nem me olham! 
Quero me mudar de casa, de família! NÃO AGUENTO MAIS!
Estava andando correndo pelos corredores revoltada, tentando achar as meninas, quando trombo em alguém. Ok, agora estou começando a achar que sou mesmo invisível. Meus livros caem e se espalham pelo chão. Uma mão me ajuda a levantar. Ainda estou meio tonta. A pessoa em quem eu esbarrei provavelmente também estava correndo, por isso, o impacto foi maior. Lembro de quando esbarrei em Emily e olho para frente. Seria ela de novo?
Arregalo os olhos. Não pode ser. Esse é Toby... Cavanaugh? Quase engasgo. Ele estava muito diferente. Ele sempre foi o esquisitão meio-irmão da Jenna. Tinha os cabelos bagunçados e uma franja que tampava o rosto praticamente inteiro. Passava o recreio todo sozinho ouvindo música. Ele saiu da escola no meio sétimo ano. Haviam se passado três anos. Agora ele estava na minha frente com um corte novo de cabelo que mostrava seus lindos olhos azuis e com um enorme sorriso no rosto me encarando.
—Ei, está tudo bem?—ele me ajuda a pegar os livros no chão.
—Você é o... Toby? —pergunto. —Está diferente.
Ele ri.
—Pois é. Você é a Spencer, certo? 
—Certo. Como você se lembra?
—Você era uma das amigas da Alison. 
Dei uma risada nervosa. Alison praticava bulliyng com ele.
—Mas então... Por que se mudou de escola?
Ele me lançou um olhar irônico.
É claro que eu sabia. Por causa da Alison.
—Desculpa mesmo. Acho que o impacto de quando trombamos me fez ficar meio idiota.
Nós rimos.
—Mas então, Spencer... Eu tenho que ir. Depois nos falamos?
—Claro.
Ele sorri e se vira. Como ele ficou assim tão lindo? Oh Meu Deus!

EMILY
Eu e Ben fomos em uma sorveteria e matamos aula. Foi incrível. Ele é muito legal. Mas não consigo sentir mais nada por ele a não ser amizade. As vezes eu também fico muito triste, por o estar "usando".
Suspiro e volto a realidade. Estamos sentados embaixo de uma árvore, depois de comer muito sorvete e hambúrguer.
Ouço um ronco e levo o maior susto. Não notei que ele estava dormindo. Tento de várias formas me livrar do abraço dele mas não quero acordá-lo. Derrotada, paro de tentar. Resolvo dormir também, até que meu celular começa a tocar. Maldita pessoa. Vejo o visor: Spencer.
Atendo mais fico em silêncio, testando vários "alô" baixinho para ver se não estou com voz de sono.
—Ãn... Alô?—Spencer diz, depois de um tempo.
—Oi. O que foi?
—É... É... 
—Eu já conheço a letra "E", Spencer. Diz logo.
Ela dá uma risada meio nervosa.
—Ficou sabendo que o Toby voltou?
—Oi? O que? —levanto em impulso, me livrando dos braços de Ben. 
Dou uma risada e um suspiro de alívio. Consegui me livrar e foi tão... Ai meu Deus... Ele está abrindo o olho... 
—Emily? —Spencer me chama.
—Ah oi... Desculpa.
—Tá... É que...—a Spencer continua.
—Não eu não to falando com você.—explico.
—Quem é? —Ben pergunta.
—Spencer.
—Que? —ela responde.
—Não... Não é com você!
—Comigo?—Ben pergunta.
Putz... Que Confusão.

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