ESPECIAL BAILE DE MÁSCARAS -PaRtE uM
—To...by! Para! Pa...ra! Não... Isso... Não!—gritei, tentando me defendeder das cosquinhas que o Toby fazia em mim.
Havia se passado 1 mês e nós agora éramos muito amigos. Inclusive, combinamos de ir juntos no baile que teria hoje. Eu estava muito animada.
—Não! Só paro se você me mostrar o que tem nesse computador.—ele gritou, parando de me fazer cosquinhas.
—Não, isso é golpe baixo! —eu disse, correndo para fora dos braços dele.
Ele me seguiu rindo e me puxou. Nossos rostos ficaram perigosamente perto. Meu coração acelerou e envergonhada, virei o rosto. Ele então, o virou de volta para sua direção e me beijou. No início, fiquei meio incerta, mas deixei rolar.
Quando o beijo terminou, o olhei, surpresa.
—Eu não esperava por isso.—sussurrei.
—Eu também não.—ele riu.
Sorri para ele e o beijei novamente.
...
O Toby foi embora para nos aprontarmos para o baile.
Agora, parada na frente do espelho, observo o resultado final da minha produção.
Escuto a campainha tocar e a Melissa gritar alguma coisa. Desço correndo.
Melissa me olha com cara de nojo, eu reviro os olhos e avisto Toby na porta.
Corro para abraçá-lo.
—Está linda!—ele abre um sorriso.
—Você também está lindo com esse terno!—pisco para ele.
Ele ri e me acompanha até o carro. Abre a porta para mim, como um verdadeiro cavalheiro.
EMILY
—Achei a Spencer! —gritei e apontei para o Ben ver. —Vou lá falar com ela, ok?
Ele faz que sim com a cabeça e me dá um selinho.
Vou correndo até Spencer.
—Está maravilhosa, Em!—Ela gritou, me abraçando.
A analisei melhor. Seu penteado... O vestido... A máscara...
—Você também!—falei, sorrindo.
—Em, preciso te contar uma coisa!—ela segurou meu braço e me puxou para um lugar mais silencioso, com poucas pessoas.
—Pode contar.
—Espera.—ela começou a olhar em volta.
—Conta logo!—gritei, impaciente.
—Ok, é que... Eu e Toby nos beijamos!—ela sussurrou.
—Meu Deus! Não acredito! Como foi? Estão namorando? Sentiu algo forte? Acha que ele é o cara certo? Cadê ele? Você veio com ele, né?
—Em, Em! Respira! Uma pergunta de cada vez.
Eu sorri. Estava feliz por ela. Tive a oportunidade de conversar com o Toby algumas vezes e ele é bem legal.
Spencer e eu começamos a conversar até que nossos celulares apitaram. Seria A?
Trocamos olhares e eu abro a minha mensagem primeiro. Graças a Deus era só a Aria.
Em, cadê você? Está com a Ali e a Spencer? Estou aqui com a Hanna.
Spencer me mostrou a mensagem dela.
Spence, cadê você??? Estou com Aria. Vc está com as outras?
Onde estaria Ali?
—Vamos tentar ligar para ela.—sugeriu Spencer.
Fiz isso, mas caiu na caixa postal.
Ela me olhou tensa.
—Toda festa A resolve sequestrar a Alison? —ela perguntou irônica.
—Será que foi mesmo A? Vou tentar ligar para Ali novamente.—Eu disse, já discando o número dela.
—Coloca no viva voz!—ela gritou.
Eu coloquei.
Ali atendeu no quarto toque.
—Emily?—ouvi a voz dela.
—Sim. Estamos eu e a Spencer aqui no baile. Cadê você?— eu disse.
—É que... Não acho minha máscara.—A voz de Ali tinha um tom estranho.
—Ué, sei lá. Vem sem. Ou compra uma agora.— Spencer falou.
Ao longe, deu para escutar um som de uma espécie de pancada e logo em seguida um grito abafado.
—O que está acontecendo?— perguntei.
—Ãn... Nada não. É só o... Jason. Ele perdeu seu celular e deve... Deve ter se atrapalhado procurando. É isso.—ela parecia nervosa.
Eu e Spencer nós entreolhamos.
—Ata, Claro. Acredito. —ironizei.
—Emily! É sério, ok? Tchau, preciso ir.—ela sussurrou e desligou.
ARIA
Estava com Hanna procurando as meninas. Eu estou até hoje boba. Como ela conseguiu emagrecer tanto em 1 mês? Toquei nesse assunto e meio nervosa ela começou a embolar as palavras e eu não entendi nada do que ela disse. Resolvi não retrucar, mas continuo estranhando.
—Ei! Achei a Spencer e a Em!—Hanna grita, apontando.
Percorro os olhos na direção que o dedo dela aponta e as acho.
Andamos até elas.
—Estão lindas!—Emily sorri.
—Estão mesmo.—Spencer concorda.
—Valeu, vocês também estão!—pisco para elas.
—Ah é. Nós ligamos para a Ali e ela parecia muito estranha.—Spencer diz.
—Verdade. Tinha barulhos de alguém no fundo... Um grito abafado...—Emily explica.
—Ela disse que era Jason mas não acreditamos. —Spencer completa.
—Que estranho.—eu disse, pensando.
—Não fazem ideia de quem era no fundo?—Hanna pergunta.
—Um homem. —Emily diz ao mesmo tempo que Spencer diz que é uma mulher.
—Não. Eu tenho certeza que era um homem!—Emily grita.
—E eu de que era uma mulher!—Spencer também grita.
Reviro os olhos.
—Parem!—Hanna grita, se enfiando no meio delas.
Emily e Spencer encaram Hanna por uns 2 segundos e depois continuam a briga assim mesmo, até que nossos celulares apitam.
Tensas, pegamos nossos celulares. Era A! Abro a mensagem, morrendo de medo.
"Parem de brigar e de se
preocupar com a Queen Bee!
Ela está mais bem do vocês
imaginam. Mentindo para vocês, é claro, como ela sempre faz. -A"
Emily solta um soluço.
—A tem razão. Não podemos mais nos preocupar com ela.
—Ei, mas agora, mais do que nunca temos que procurar saber o que Ali está aprontando! —Spencer gritou.
—Vocês já pararam para pensar?—Hanna disse, olhando para o nada.
—No que?— perguntei.
—Alison sempre fica nos zoando com nossos defeitos. Ameaçando nossos segredos. Nos incentivando a coisas ruins....Não faz sentido...—Ela explicou.—Agora pensando, por que ela nos escolheu?
—Não pergunte por que ela nos escolheu, agradeça!—falei.
—Por que estamos recebendo as mensagens de A? Pensem.—Hanna gritou.
—Por causa... Da Alison! —Emily raciocinou.
—Eu sinto que isso não vai acabar, mesmo que nos afastemos dela... Eu sinto que o jogo, com ou sem a Alison só vai piorar.—desabafei.
—Exatamente. —Spencer disse.
—Eu não sei vocês, mas eu não vou mais andar com a Alison.—Hanna continuou.
—Eu também não.—respondo em coro com Emily e Spencer.
Depois disso, fica um silêncio. Eu fico relendo a mensagem várias vezes. Aí que cai minha ficha.
—Meninas! Releiam a mensagem! A sabe que estávamos brigando. A está aqui! —grito.
Hanna solta um gritinho agudo. Emily abre a boca em formato de "O". Spencer dá um passo para trás.
—A está em todo lugar. Ele pode ser uma das pessoas mascaradas, ou ele pode estar observando tudo de cima de uma árvore. Nunca saberemos.—Emily fala olhando para o chão.
Hanna concorda com a cabeça.
—A Alison sempre vai ser a Alison. Não... Não vamos mais andar com ela mesmo, né? —Hanna pergunta.
—Sim.—Spencer assente.
—Então... vamos... vamos tentar esquecer isso e nos divertir. —falo.—E fiquem atentas, qualquer um pode ser A.
—Que ódio. Tenho vontade de ir de pessoa por pessoa e chacoalhar cada uma até a ela confessar que é A. —Emily diz e todas nós concordamos.
HANNA
Nos separamos para tentarmos nos divertir um pouco. Procuro por Sean mas não o encontro. Ele já me viu transformada, e eu adorei a sensação. Quero ter novamente esse gostinho dele de queixo caído, babando.
Sinto alguém me encarando e me viro, dando de cara com um menino de máscara preta, cabelos castanhos lisos até o ombro e olhos castanho mel hipnotizantes.
—Me concede essa dança? —ele faz uma reverência. —Prometo não pisar no seu pé.
Começo a rir e aceito.
A primeira música é bem animada, mas ela já estava no final e acaba bem rápido.
Torço para que a próxima não seja lenta.
Quando tocam os primeiros acordes percebo que é.
Eu queria parar com aquilo, mas eu não conseguia. Acho que na realidade, eu não queria parar.
Ele passa as mãos pela minha cintura e eu pelo seu pescoço. Dançamos no ritmo da música, em uma sintonia incrível. Encosto minha cabeça no ombro dele e sinto que ele sorri.
Assim que a música acaba, por mais que eu queira dançar novamente com ele, quero saber pelo menos seu nome primeiro.
—Ei, qual seu nome?—pergunto.
—Caleb—ele sussurra no meu ouvido e eu me arrepio inteira.
—Caleb, eu sou a Hanna.—estendo minha mão para ele.
—Eu sei.—Caleb responde e desaparece na escuridão.
—Não... Espera!—grito, em vão.
Ele tinha algo de diferente, de especial que só me fazia querer saber mais e mais sobre ele.
Suspiro. Hoje não é meu dia.
ALISON
—O que você quer de mim?—grito, me apoiando no balcão.
—Dinheiro. Por aquele favorzinho que eu te fiz.—ele reponde, me encarando. Viro o rosto.
—Já disse que não tenho por enquanto. Não pode esperar?—pergunto, olhando em volta verificando se não tem ninguém pela quinta vez.
—Não.
—Então não tem outra forma de pagamento?
—Hm...—ele me analisa da cabeça aos pés.—Talvez.
— O que?
—Quero seu rosto.
—Meu rosto?—grito, tocando o mesmo.
—Quero esculpir ele.
—Para que?
—Seu rosto é perfeito. Tem muitas utilidades —ele chega perto e começa a tocá-lo. Eu me afasto.
—Ok. Eu... Faço.—suspiro.
—Depois disso está liberada.
Dou graças a Deus. Não aguento mais ficar nesse lugar escuro e sufocante. Me lembra... Do Halloween.
—Amanhã, 14:00 horas na minha loja, fechado?
—Sim. Tanto faz.
Até parece que eu vou ir.
—Pode sair então.
Eu começo a me retirar, mas ele me puxa pelo braço.
—E não ouse faltar.
Quer dizer que agora ele está lendo meus pensamentos?
Olha com ódio para ele e começo a mexer o meu braço, tentando me libertar.
—Me solta, idiota!—grito, cuspindo nele.
O maldito aperta meu braço mais forte ainda.
—Eu. Não. Vou. Faltar. —falo pausadamente.
—Acho bom, porque não foi fácil fazer aquele favorzinho para você.—ele fala e finalmente me solta.
Saio tentando não chorar.
Ando pelas ruas desertas com meu casaco caquí. Os meus cabelos ao vento atrapalham minha visão.
Se tudo ser certo, ainda consigo chegar a tempo no baile para ficar com as meninas.
Paro em uma cabine telefônica.
E disco o número... dela.
—Alô? Eu não aguento mais você. Sai da minha vida! Você não sabe o que está acontecendo comigo por sua culpa. Eu não posso mais.


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