Se passaram alguns dias desde que saímos do hospital e Hanna ainda não acordou. Eu estou muito preocupada com tudo que está acontecendo. A não mandou nenhuma mensagem depois do baile, mas eu sei que ainda não acabou. Hoje vamos dormir na casa de Emily, mas agora estou na de Ezra. O apartamento é minúsculo, mas muito fofo.
—Qual filme vamos assistir?—Ezra aparece segurando dois DVDs e os coloca na cama para eu escolher.
Analiso eles.
—O dos anos 80!—abro um sorriso—Amo esse tipo de filme!
—Eu também!—ele sorri e me dá um selinho.
Ezra insere o DVD e eu vou pegar a pipoca.
—Aria? —ele grita—O filme já está começando!
Corro e me sento no sofá, derrubando algumas pipocas pelo caminho.
Ele passa o seu braço pelo meu ombro e beija minha cabeça. Me acomodo nos braços dele e me concentro no título do filme em caixa alta na tela da TV. Meus olhos começam a pesar e eu acabo adormecendo.

...
—Aria? Aria?—Acordo com Ezra acariciando meus cabelos e sussurrando meu nome com um sorriso no rosto.
Me ajeito no sofá.
...
—Aria? Aria?—Acordo com Ezra acariciando meus cabelos e sussurrando meu nome com um sorriso no rosto.
Me ajeito no sofá.
—O que foi?
—A Sra. Marin ligou. Hanna já saiu da terapia intensiva e já pode receber visitas!
Abro um sorriso e abraço Ezra. Logo em seguida, me levanto. Arrumo meu cabelo e dou um selinho nele. Seguro seu rosto e começo a falar.
—Eu estou indo lá.

Assim que me viro, ele me puxa pelo braço.
—Queria poder ir.—faz beicinho.
—Eu também, mas não dá. Você é meu professor, lembra?
HANNA
Depois do que pareceram ser dias no espaço sideral, me vi indo em direção a uma luz. De repente, eu estava com Alison e as meninas. Eu podia sentir meus jeans apertados e o cabelo preso em um rabo mal feito.
As meninas conversavam animadamente, gesticulando e rindo. Então, aos poucos, cada uma foi desaparecendo. Primeiro Spencer, depois Aria e por último Emily. Alison continuava ali, conversando sozinha.
—Alison?—eu chamei, a minha voz saia fraca.
Ali se virou para mim, mas não respondou. Do nada, surgiu outra Alison. Mais baixa, com outra roupa e corte de cabelo diferente.
Arregalei os olhos.
—O que você está fazendo aqui?—A Alison de camiseta azul e jeans justos rosnou.
—Como assim? Por que... Por que aqui tem duas Alis? O que é isso?
—Como assim o que?—A Alison de saia branca e top preto, que tinha acabado de surgir, sorriu sarcasticamente e se virou para a outra Alison.—Não contou de mim?
—Saia daqui!—gritou a Alison de jeans.
—Hanna! Vai deixar ela me tratar assim?—a Ali de saia fez beicinho e se aproximou de mim.
—Quem é você? Eu nem sei que é você!— gritei, dando um passo para trás.
—Hanna está... falando?—alguma voz fora do meu raio de visão perguntou. Parecia ser... Emily.
—Eu não escutei nada...—outra voz disse. Parecia ser Spencer.
Procurei por elas pela casa de Alison, mas não encontrei.
A Alison de saia se aproximou mais de mim e sorriu, apertando meus braços gordinhos.
—É legal fazer isso!—ela riu.
—Pare!—gritei.
—Estão ouvindo?—a voz de Emily voltou.—Ela está falando de novo!
—O que está havendo?—A Ali mais baixa, de saia, parou de apertar meu braço e perguntou.
—Eu que pergunto isso! Quem são vocês? —perguntei.
—Pare de atormenta-la! —A Alison de jeans gritou para a outra Ali.
Elas ficaram se encarando por algum tempo.
—O-o que está acontecendo?—gaguejei.
—Agora eu escutei! Ai meu Deus...—A voz de Mona gritou.
O que Mona estava fazendo ali? Olhei em volta, mas assim como Emily e Spencer, não a encontrei.
Voltei a olhar para as duas de Alison. Elas continuavam se encarando. De repente, as duas sorriram. A Alison de saia parecia estar sendo sugada para dentro da de Ali de jeans. Assim, a Ali era uma só de novo. Ela se sentou.
—Mas... Cadê a outra? O que está acontecendo, meu Deus?
—Ela falou de novo!—a voz de minha mãe gritou.
—Mas do que ela está falando?—perguntou a voz de Aria.
Abri os olhos com esforço. Uma luz muito forte quase me cegou. Eu estava deitada em um colchão duro e várias pessoas estavam a minha volta. Aria, Spencer, minha mãe, Emily, Alison, Mona, um menino de cabelos longos que eu não consigo lembrar que é...

—Hanna! Ai meu Deus! Você está... acordada!—Mona gritou.
—Você está bem, querida?—minha mãe perguntou.—Você pode falar?
Olhei para os meus braços. Pelo menos eles não estavam gordinhos.
—O que está acontecendo?—perguntei, com a voz rouca.
—Hanna? Meu nome é dr. Gueist. Como você se sente?—Um homem de cabelos brancos e avental perguntou da porta.
EMILY
Hanna finalmente havia acordado. Ela falou algumas coisas estranhas antes de abrir os olhos. Só eu consegui escutar no ínicio, mas depois os outros foram escutando também.
—Onde diabos eu estou?—perguntou Hanna.
—Você sofreu um acidente. Nós ficamos tão preocupados com você....—eu expliquei.
Hanna me encarou.
—Acidente?—sussurrou ela.
—Você foi atropelada por um carro. No estacionamento, no dia do baile da escola. Não se lembra?—Aria explicou, lançando um olhar carinhoso para a amiga.
—Não...—Hanna disse baixinho.—A última coisa que me lembro é de ir ao shopping com Mona.
—O acidente aconteceu depois disso. Não consegue mesmo se lembrar?—Mona perguntou.
—Não se lembra do baile?—o menino de cabelos até o ombro perguntou.
Hanna o olhou confusa.
—Não... Eu não consigo me lembrar de absolutamente nada do que aconteceu.—ela sussurrou.
Troquei olhares com Aria e Spencer.
ALISON
Eu estava muito irritada com as meninas me ignorando. Mas Hanna havia acordado e eu já estava mais feliz com isso.
Hanna começa a olhar ao seu redor, assustada. De repente ela arregala os olhos.
—Por que minha perna está engessada?—Hanna pergunta, apesar de ser meio obvio.
—Você quebrou a perna quando foi atropelada.—O dr. Gueist explica.
Hanna solta um suspiro.
—Quando vou poder receber alta?
—Creio que em breve.—o dr. responde.
A sala fica em um silêncio constrangedor.
—Bom, eu vou deixar você a sós com seus amigos. Tem mais alguma pergunta?
—Sim. — ela aponta para o tubo de soro em seu braço.—Quantas calorias esse negócio tem?
O dr. a olha como se fosse doida; Mona sorri; A sra. Marin revira os olhos; Aria solta uma risadinha; e eu não consigo conter um sorriso. Acho que Hanna estava bem, afinal.
—O que tem aí são antibióticos e coisas que vão manter você hidratada.— ele responde.
—Isso vai fazer você se sentir muito melhor.— a mãe de Hanna completa.
Assim, o dr. sai. O silêncio novamente volta.
—Ei, será que podemos assinar seu gesso?—Emily pergunta com os olhos brilhando.
Hanna sorri.
—Podem sim.
SPENCER
No dia seguinte após Hanna acordar, eu e as meninas voltamos no hospital para visita-la.
Ficamos lá conversando por algum tempo e entregamos presentes para Hanna, até que o assunto A surgiu.
—Queria que tivéssemos chegado ao estacionamento mais cedo. Eu não parei de pensar nisso. Nós poderíamos ter parado aquele carro de algum jeito. Ter tirado você do caminho.—Aria fala, com os olhos marejados.
—Vocês estavam lá?—Hanna pergunta, assustada.
Aria fez que sim com a cabeça, depois deu uma olhada para mim.
—Estávamos eu, Aria e Emily. Você queria encontrar conosco.—eu respondo.
—Eu queria?—Hanna meio que grita.
—Você disse que sabia quem era A.—Emily concluí.
—O que?—Hanna dessa vez grita.
—Você não se lembra? Hanna, foi A que atropelou você!—eu falo e em seguida apanho meu celular e mostro o "ela sabia demais".—A nos mandou isso depois que você foi atropelada.
Olho para Aria, mas ela não estava mais prestando atenção. Ela encarava o gesso de Hanna, pálida.
—H-hanna... O que é isso?—ela aponta para algo preto no gesso e todas nós olhamos.
"Acho melhor não lembrar quem
eu sou tão cedo, porque, cuidado.
Eu sei fazer muito pior que isso. -A"

Abro um sorriso e abraço Ezra. Logo em seguida, me levanto. Arrumo meu cabelo e dou um selinho nele. Seguro seu rosto e começo a falar.
—Eu estou indo lá.

Assim que me viro, ele me puxa pelo braço.
—Queria poder ir.—faz beicinho.
—Eu também, mas não dá. Você é meu professor, lembra?
HANNA
Depois do que pareceram ser dias no espaço sideral, me vi indo em direção a uma luz. De repente, eu estava com Alison e as meninas. Eu podia sentir meus jeans apertados e o cabelo preso em um rabo mal feito.
As meninas conversavam animadamente, gesticulando e rindo. Então, aos poucos, cada uma foi desaparecendo. Primeiro Spencer, depois Aria e por último Emily. Alison continuava ali, conversando sozinha.
—Alison?—eu chamei, a minha voz saia fraca.
Ali se virou para mim, mas não respondou. Do nada, surgiu outra Alison. Mais baixa, com outra roupa e corte de cabelo diferente.
Arregalei os olhos.
—O que você está fazendo aqui?—A Alison de camiseta azul e jeans justos rosnou.
—Como assim? Por que... Por que aqui tem duas Alis? O que é isso?
—Como assim o que?—A Alison de saia branca e top preto, que tinha acabado de surgir, sorriu sarcasticamente e se virou para a outra Alison.—Não contou de mim?
—Saia daqui!—gritou a Alison de jeans.
—Hanna! Vai deixar ela me tratar assim?—a Ali de saia fez beicinho e se aproximou de mim.
—Quem é você? Eu nem sei que é você!— gritei, dando um passo para trás.
—Hanna está... falando?—alguma voz fora do meu raio de visão perguntou. Parecia ser... Emily.
—Eu não escutei nada...—outra voz disse. Parecia ser Spencer.
Procurei por elas pela casa de Alison, mas não encontrei.
A Alison de saia se aproximou mais de mim e sorriu, apertando meus braços gordinhos.
—É legal fazer isso!—ela riu.
—Pare!—gritei.
—Estão ouvindo?—a voz de Emily voltou.—Ela está falando de novo!
—O que está havendo?—A Ali mais baixa, de saia, parou de apertar meu braço e perguntou.
—Eu que pergunto isso! Quem são vocês? —perguntei.
—Pare de atormenta-la! —A Alison de jeans gritou para a outra Ali.
Elas ficaram se encarando por algum tempo.
—O-o que está acontecendo?—gaguejei.
—Agora eu escutei! Ai meu Deus...—A voz de Mona gritou.
O que Mona estava fazendo ali? Olhei em volta, mas assim como Emily e Spencer, não a encontrei.
Voltei a olhar para as duas de Alison. Elas continuavam se encarando. De repente, as duas sorriram. A Alison de saia parecia estar sendo sugada para dentro da de Ali de jeans. Assim, a Ali era uma só de novo. Ela se sentou.
—Mas... Cadê a outra? O que está acontecendo, meu Deus?
—Ela falou de novo!—a voz de minha mãe gritou.
—Mas do que ela está falando?—perguntou a voz de Aria.
Abri os olhos com esforço. Uma luz muito forte quase me cegou. Eu estava deitada em um colchão duro e várias pessoas estavam a minha volta. Aria, Spencer, minha mãe, Emily, Alison, Mona, um menino de cabelos longos que eu não consigo lembrar que é...
—Hanna! Ai meu Deus! Você está... acordada!—Mona gritou.
—Você está bem, querida?—minha mãe perguntou.—Você pode falar?
Olhei para os meus braços. Pelo menos eles não estavam gordinhos.
—O que está acontecendo?—perguntei, com a voz rouca.
—Hanna? Meu nome é dr. Gueist. Como você se sente?—Um homem de cabelos brancos e avental perguntou da porta.
EMILY
Hanna finalmente havia acordado. Ela falou algumas coisas estranhas antes de abrir os olhos. Só eu consegui escutar no ínicio, mas depois os outros foram escutando também.
—Onde diabos eu estou?—perguntou Hanna.
—Você sofreu um acidente. Nós ficamos tão preocupados com você....—eu expliquei.
Hanna me encarou.
—Acidente?—sussurrou ela.
—Você foi atropelada por um carro. No estacionamento, no dia do baile da escola. Não se lembra?—Aria explicou, lançando um olhar carinhoso para a amiga.
—Não...—Hanna disse baixinho.—A última coisa que me lembro é de ir ao shopping com Mona.
—O acidente aconteceu depois disso. Não consegue mesmo se lembrar?—Mona perguntou.
—Não se lembra do baile?—o menino de cabelos até o ombro perguntou.
Hanna o olhou confusa.
—Não... Eu não consigo me lembrar de absolutamente nada do que aconteceu.—ela sussurrou.
Troquei olhares com Aria e Spencer.
ALISON
Eu estava muito irritada com as meninas me ignorando. Mas Hanna havia acordado e eu já estava mais feliz com isso.
Hanna começa a olhar ao seu redor, assustada. De repente ela arregala os olhos.
—Por que minha perna está engessada?—Hanna pergunta, apesar de ser meio obvio.
—Você quebrou a perna quando foi atropelada.—O dr. Gueist explica.
Hanna solta um suspiro.
—Quando vou poder receber alta?
—Creio que em breve.—o dr. responde.
A sala fica em um silêncio constrangedor.
—Bom, eu vou deixar você a sós com seus amigos. Tem mais alguma pergunta?
—Sim. — ela aponta para o tubo de soro em seu braço.—Quantas calorias esse negócio tem?
O dr. a olha como se fosse doida; Mona sorri; A sra. Marin revira os olhos; Aria solta uma risadinha; e eu não consigo conter um sorriso. Acho que Hanna estava bem, afinal.
—O que tem aí são antibióticos e coisas que vão manter você hidratada.— ele responde.
—Isso vai fazer você se sentir muito melhor.— a mãe de Hanna completa.
Assim, o dr. sai. O silêncio novamente volta.
—Ei, será que podemos assinar seu gesso?—Emily pergunta com os olhos brilhando.
Hanna sorri.
—Podem sim.
SPENCER
No dia seguinte após Hanna acordar, eu e as meninas voltamos no hospital para visita-la.
Ficamos lá conversando por algum tempo e entregamos presentes para Hanna, até que o assunto A surgiu.
—Queria que tivéssemos chegado ao estacionamento mais cedo. Eu não parei de pensar nisso. Nós poderíamos ter parado aquele carro de algum jeito. Ter tirado você do caminho.—Aria fala, com os olhos marejados.
—Vocês estavam lá?—Hanna pergunta, assustada.
Aria fez que sim com a cabeça, depois deu uma olhada para mim.
—Estávamos eu, Aria e Emily. Você queria encontrar conosco.—eu respondo.
—Eu queria?—Hanna meio que grita.
—Você disse que sabia quem era A.—Emily concluí.
—O que?—Hanna dessa vez grita.
—Você não se lembra? Hanna, foi A que atropelou você!—eu falo e em seguida apanho meu celular e mostro o "ela sabia demais".—A nos mandou isso depois que você foi atropelada.
Olho para Aria, mas ela não estava mais prestando atenção. Ela encarava o gesso de Hanna, pálida.
—H-hanna... O que é isso?—ela aponta para algo preto no gesso e todas nós olhamos.
"Acho melhor não lembrar quem
eu sou tão cedo, porque, cuidado.
Eu sei fazer muito pior que isso. -A"











