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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

14 - Seja bem-vinda! Quer dizer... Mais ou menos.

ARIA
Se passaram alguns dias desde que saímos do hospital e Hanna ainda não acordou. Eu estou muito preocupada com tudo que está acontecendo. A não mandou nenhuma mensagem depois do baile, mas eu sei que ainda não acabou. Hoje vamos dormir na casa de Emily, mas agora estou na de Ezra. O apartamento é minúsculo, mas muito fofo.
—Qual filme vamos assistir?—Ezra aparece segurando dois DVDs e os coloca na cama para eu escolher.
Analiso eles.
—O dos anos 80!—abro um sorriso—Amo esse tipo de filme! 
—Eu também!—ele sorri e me dá um selinho.
Ezra insere o DVD e eu vou pegar a pipoca.
—Aria? —ele grita—O filme já está começando! 
Corro e me sento no sofá, derrubando algumas pipocas pelo caminho.
Ele passa o seu braço pelo meu ombro e beija minha cabeça. Me acomodo nos braços dele e me concentro no título do filme em caixa alta na tela da TV. Meus olhos começam a pesar e eu acabo adormecendo.
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...
—Aria? Aria?—Acordo com Ezra acariciando meus cabelos e sussurrando meu nome com um sorriso no rosto.
Me ajeito no sofá.
—O que foi?
—A Sra. Marin ligou. Hanna já saiu da terapia intensiva e já pode receber visitas!
Abro um sorriso e abraço Ezra. Logo em seguida, me levanto. Arrumo meu cabelo e dou um selinho nele. Seguro seu rosto e começo a falar.
—Eu estou indo lá.

Assim que me viro, ele me puxa pelo braço.
—Queria poder ir.—faz beicinho.
—Eu também, mas não dá. Você é meu professor, lembra?
HANNA
Depois do que pareceram ser dias no espaço sideral, me vi indo em direção a uma luz. De repente, eu estava com Alison e as meninas. Eu podia sentir meus jeans apertados e o cabelo preso em um rabo mal feito.
As meninas conversavam animadamente, gesticulando e rindo. Então, aos poucos, cada uma foi desaparecendo. Primeiro Spencer, depois Aria e por último Emily. Alison continuava ali, conversando sozinha.
—Alison?—eu chamei, a minha voz saia fraca.
Ali se virou para mim, mas não respondou. Do nada, surgiu outra Alison. Mais baixa, com outra roupa e corte de cabelo diferente.
Arregalei os olhos.
—O que você está fazendo aqui?—A Alison de camiseta azul e jeans justos rosnou.
—Como assim? Por que...  Por que aqui tem duas Alis? O que é isso?
—Como assim o que?—A Alison de saia branca e top preto, que tinha acabado de surgir, sorriu sarcasticamente e se virou para a outra Alison.—Não contou de mim?
—Saia daqui!—gritou a Alison de jeans.
—Hanna! Vai deixar ela me tratar assim?—a Ali de saia fez beicinho e se aproximou de mim.
—Quem é você? Eu nem sei que é você!— gritei, dando um passo para trás.
—Hanna está... falando?—alguma voz fora do meu raio de visão perguntou. Parecia ser... Emily.
—Eu não escutei nada...—outra voz disse. Parecia ser Spencer.
Procurei por elas pela casa de Alison, mas não encontrei.
A Alison de saia se aproximou mais de mim e sorriu, apertando meus braços gordinhos.
—É legal fazer isso!—ela riu.
—Pare!—gritei.
—Estão ouvindo?—a voz de Emily voltou.—Ela está falando de novo!
—O que está havendo?—A Ali mais baixa, de saia, parou de apertar meu braço e perguntou.
—Eu que pergunto isso! Quem são vocês? —perguntei.
—Pare de atormenta-la! —A Alison de jeans gritou para a outra Ali.
Elas ficaram se encarando por algum tempo.
—O-o que está acontecendo?—gaguejei.
—Agora eu escutei! Ai meu Deus...—A voz de Mona gritou.
O que Mona estava fazendo ali? Olhei em volta, mas assim como Emily e Spencer, não a encontrei.
Voltei a olhar para as duas de Alison. Elas continuavam se encarando. De repente, as duas sorriram. A Alison de saia parecia estar sendo sugada para dentro da de Ali de jeans. Assim, a Ali era uma só de novo. Ela se sentou.
—Mas... Cadê a outra? O que está acontecendo, meu Deus?
—Ela falou de novo!—a voz de minha mãe gritou.
—Mas do que ela está falando?—perguntou a voz de Aria.

Abri os olhos com esforço. Uma luz muito forte quase me cegou. Eu estava deitada em um colchão duro e várias pessoas estavam a minha volta. Aria, Spencer, minha mãe, Emily, Alison, Mona, um menino de cabelos longos que eu não consigo lembrar que é...

—Hanna! Ai meu Deus! Você está... acordada!—Mona gritou.
—Você está bem, querida?—minha mãe perguntou.—Você pode falar?
Olhei para os meus braços. Pelo menos eles não estavam gordinhos.
—O que está acontecendo?—perguntei, com a voz rouca.
—Hanna? Meu nome é dr. Gueist. Como você se sente?—Um homem de cabelos brancos e avental perguntou da porta.
EMILY
Hanna finalmente havia acordado. Ela falou algumas coisas estranhas antes de abrir os olhos. Só eu consegui escutar no ínicio, mas depois os outros foram escutando também.
—Onde diabos eu estou?—perguntou Hanna.
—Você sofreu um acidente. Nós ficamos tão preocupados com você....—eu expliquei.
Hanna me encarou.
—Acidente?—sussurrou ela.
—Você foi atropelada por um carro. No estacionamento, no dia do baile da escola. Não se lembra?—Aria explicou, lançando um olhar carinhoso para a amiga.
—Não...—Hanna disse baixinho.—A última coisa que me lembro é de ir ao shopping com Mona.
—O acidente aconteceu depois disso. Não consegue mesmo se lembrar?—Mona perguntou.
—Não se lembra do baile?—o  menino de cabelos até o ombro perguntou.
Hanna o olhou confusa.
—Não... Eu não consigo me lembrar de absolutamente nada do que aconteceu.—ela sussurrou.
Troquei olhares com Aria e Spencer.
ALISON
Eu estava muito irritada com as meninas me ignorando. Mas Hanna havia acordado e eu já estava mais feliz com isso.
Hanna começa a olhar ao seu redor, assustada. De repente ela arregala os olhos.
—Por que minha perna está engessada?—Hanna pergunta, apesar de ser meio obvio.
—Você quebrou a perna quando foi atropelada.—O dr. Gueist explica.
Hanna solta um suspiro.
—Quando vou poder receber alta?
—Creio que em breve.—o dr. responde.
A sala fica em um silêncio constrangedor.
—Bom, eu vou deixar você a sós com seus amigos. Tem mais alguma pergunta?
—Sim. — ela aponta para o tubo de soro em seu braço.—Quantas calorias esse negócio tem?
O dr. a olha como se fosse doida; Mona sorri; A sra. Marin revira os olhos; Aria solta uma risadinha; e eu não consigo conter um sorriso. Acho que Hanna estava bem, afinal.
—O que  tem aí são antibióticos e coisas que vão manter você hidratada.— ele responde.
—Isso vai fazer você se sentir muito melhor.— a mãe de Hanna completa.
Assim, o dr. sai. O silêncio novamente volta.
—Ei, será que podemos assinar seu gesso?—Emily pergunta com os olhos brilhando.
Hanna sorri.
—Podem sim.
SPENCER
No dia seguinte após Hanna acordar, eu e as meninas voltamos no hospital para visita-la.
Ficamos lá conversando por algum tempo e entregamos presentes para Hanna, até que o assunto A surgiu.
—Queria que tivéssemos chegado ao estacionamento mais cedo. Eu não parei de pensar nisso. Nós poderíamos ter parado aquele carro de algum jeito. Ter tirado você do caminho.—Aria fala, com os olhos marejados.
—Vocês estavam lá?—Hanna pergunta, assustada.
Aria fez que sim com a cabeça, depois deu uma olhada para mim.
—Estávamos eu, Aria e Emily. Você queria encontrar conosco.—eu respondo.
—Eu queria?—Hanna meio que grita.
—Você disse que sabia quem era A.—Emily concluí.
—O que?—Hanna dessa vez grita.
—Você não se lembra? Hanna, foi A que atropelou você!—eu falo e em seguida apanho meu celular e mostro o "ela sabia demais".—A nos mandou isso depois que você foi atropelada.
Olho para Aria, mas ela não estava mais prestando atenção. Ela encarava o gesso de Hanna, pálida.
—H-hanna... O que é isso?—ela aponta para algo preto no gesso e todas nós olhamos.
"Acho melhor não lembrar quem
eu sou tão cedo, porque, cuidado.
Eu sei fazer muito pior que isso. -A"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

13- Só nos resta dormir e esperar por mais notícias.

ARIA
Acordei do meu sono toda dolorida, não era fácil dormir naquela cadeira de vinil dura da sala de espera. Olho em volta, ainda meio com sono.
Emily dormia em uma posição meio estranha; Spencer dormia nos braços de Toby; Alison também estava lá, mas ela não estava dormindo, mexia no celular; Sra. Marin, mãe da Hanna, olhava para o nada, com uma expressão preocupada no rosto; um garoto estranho de cabelos longos e roupa preta também parece dormir; Sean tinha acabado de chegar, por que eu não tinha visto ele antes; Mona... espera. O que Mona estava fazendo ali? Me aproximo dela.
—Mona? O- o que você está fazendo aqui? 
Mona me encara e abre um sorriso enorme.
—Aria! Olá! Bom, sei lá, eu e Hanna nos tornamos amigas.
Quase engasgo com minha própria saliva.
—O que? Desde quando? Por que ela não contou? Alison sabe?
—Faz mais de um mês. Ela não contou porque achou que vocês iriam reagir mal. E a Alison, podemos dizer que ela descobriu a pouco tempo. —Mona explica e no final, abre um sorriso amarelo para Alison.
Alison para de mexer no celular e nos lança um sorriso irônico.
—Bem, amigos dos meus amigos também são meus amigos, então...—falo, estendendo a mão.
Mona dá uma risada aguda e aperta minha mão.
SPENCER
Arcordo com um ronco. Abro os olhos devagar, e percebo que é de Toby. Dou uma risadinha e vejo Aria e Mona apertando as mãos do outro lado da sala. Fico curiosa, mas resolvo não questionar nada por pura preguiça. Olho o relógio. Já eram duas e meia da manhã! O acidente havia acontecido ás onze da noite! Ás uma da manhã, avisaram que Hanna havia sido transferida para a terapia intensiva. Ela ainda estava viva, mas... por um triz. A notícia sobre Hanna já estava circulando na TV, o que para mim era péssimo.
 Me levanto com cuidado dos braços de Toby para ir beber uma água. 
Estava pronta para ir, quando um médico  se aproximou.
—Hanna ainda não pode receber visitas, mas logo poderá. Ela está melhorando, mas ainda está em um estado grave e não acordou. —ele explica.
A Sra. Marin anda até o Dr., eles começam a conversar baixinho. Após a conversa a mãe de Hanna volta com um ar a mais de preocupação. Sinto um calafrio percorrer minha espinha.
Troco olhares de preocupação com Aria. 
—Spence, você acha que ela vai ficar bem?—Emily se aproxima e pergunta.
—Ai Em... Essa pergunta é difícil. Eu realmente não sei...—suspiro.
Nos abraçamos.
—Eu espero que sim.—ela sussurra no meu ouvido.
—Eu também, Em.
EMILY 
Alison tentou puxar papo comigo algumas vezes, mas eu a ignorei.
—Emily, porque você está assim comigo?—ela pergunta novamente.
Irritada, resolvo responder.
—Não me pergunte. Olhe tudo o que está acontecendo, o que aconteceu, o que você já fez, o que você faz. Acho que analisando tudo você saberá. 
Ela me encara triste, eu podia sentir. 
—Emily, não faz isso comigo. Você não...
—Alison, para! Nós simplesmente cansamos de você. Das coisas que você faz.
—Emily eu... Vocês... —ela se levanta.
—O que foi? —me afasto.
—Eu sei que é estranho, mas...—ela segura minha mão. 
—Não. Esses seus joguinhos não adiantam mais comigo.—grito.
Ela me encara novamente, mas dessa vez com ódio.
—Emily, eu sei que você não gosta do tipo do Ben. Eu sei seus segredos. Eu sou sua amiga, não sou? Por isso eu não saio por aí espalhando, mas poderia.—ela solta minha mão.
—Não poderia não. —dou uma risada sarcástica.—Perguntariam como você sabe. Você responderia mesmo: porque nos beijamos? Arriscaria? Falaria para o mundo? 
Ali me olha sem expressão alguma, eu estava começando a ficar com medo. Graças a Deus o Dr. chegou antes que pudesse acontecer qualquer coisa.
...
Estava conversando com Hanna.
—Eu tenho uma péssima notícia para dar.—O Dr. aparece do nada, como se estivesse brotado do chão.
Levo um susto. 
—O que?—pergunto com a voz falhando.
—A sua amiga... Hanna... Ela não resistiu.—ele dá um sorriso fraco.—sinto muito.
—O que? Mas Hanna está aqui comigo!—grito, estranhando. 
—Ah sim.—o Dr. ri.
Olho para o lado e Hanna começa a desaparecer.
—Só você pode me ver.—ela fala e logo depois desaparece completamente.
Em seguida, o doutor desaparece. No lugar dele estava Alison, me encarando com um sorriso diabólico no rosto. Ela me dá um tchauzinho e em vez de sair, se aproxima cada vez mais de mim. Então, ela para e acena. Retribuo o aceno.
—Ei, não estou dando oi para você!—ela ri e aponta.
Sigo a direção de seu dedo e... outra Alison? 
As duas se abraçam. Observo que uma Alison é mais baixa que a outra, e que elas tem cortes de cabelo diferentes. Além disso, as cores dos vestidos são diferentes.
—Que saudade!—A Alison mais baixa, com vestido azul, que estava comigo antes, fala.


—Não!—grito, levantando da cadeira azul de vinil. Olho em volta. Tudo estava normal. Ali estavam Aria, Spencer, Toby, o menino estranho, Sean e a Alison de vestido azul...
Minha testa estava toda suada. Suspiro. Tudo está bem, Emily. Isso foi apenas um pesadelo.
ALISON
Eu estava tentando dormir naquela cadeira dura quando escuto um grito. Abro os olhos. Era Emily. Deve ter tido um pesadelo. Eu queria ir lá e abraçá-la. Perguntar o que houve. Mas eu estava magoada com ela e de qualquer forma, ela não ia me responder. Mudo de posição na cadeira. Escuto passos. Era a Sra. Marin.
Analiso o meu relógio. Eram três da manhã.
—Meninos!—ela meio que grita.
Todos abrem os olhos.
—Podem ir. Devem estar cansados, pois estão aqui a bastante tempo e tal... Acho melhor irem descansar em suas casas. Prometo avisar quando Hanna estiver melhor e puder receber visitas.
Escuto alguém resmungando. Logo em seguida, começam a sussurrar. 
Emily e Aria se levantam. Aria veste seu casaco cinza e segura na mão de Emily.
Logo atrás vão Spencer e Toby abraçados.
Sean leva um tempo para se levantar. 
Resolvo sair também. Logo atrás de mim, vem aquele menino esquisito do cabelo até o ombro.
Sigo para o meu carro e quando entro nele, meu celular apita.
Era A.
"Pobre Hanna! Será que 
ela ficará bem? Vamos torcer
para que sim, pois é a maior diversão ameaça-la. -A"

Ps: O cap. 13 pode ter ficado um pouco "zzz" mas fiz com pressa, e deu no que deu. Capítulo sem a narração da Hanna. O motivo está meio óbvio, né? Hahaha. 

AVISOSSS

Me desculpem por estar desde dia 24 sem postar, é porque estou em semana de provas. Antes, eu sempre dava um jeitinho mesmo estando, mas aí as coisas começaram a apertar, porque estão/estavam nas matérias que eu estou com mais dificuldade. Mas nas férias eu vou tentar postar mais. Talvez não dê também, porque eu vou viajar e dependendo do lugar, vai ser difícil postar com frequência, mas eu vou tentar, nem que seja uma hora da manhã hahaha. É isso! Vou postar agora o capítulo 13. Talvez, TALVEZ eu poste o 14 amanhã, mas não sei. Minha última prova é dia 3 quarta-feira e eu vou viajar dia 20 então vocês já podem imaginar as coisas certinho haha (até quando vou poder postar todo dia; o dia que vou viajar e TALVEZ comece a não postar tanto, etc.) 
E dia 24/25 vai ter especial de natal!!! Talvez dure 2 capítulos, talvez dure 1, não tenho certeza ainda. <3

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

12- Festas sempre tem que dar errado?

Especial baile de máscaras- PaRtE dOiS
EMILY 
Assim que terminamos de dançar a nossa segunda música, Ben me puxa pelo braço. Vamos até um local isolado. Ele me lança um sorriso safado. 
—Estamos namorando a meses.—ele sussurra no meu ouvido.
Devo ter feito uma cara de desentendida enorme, porque ele revirou os olhos e continuou.
—Você não acha que chegou o momento?
—Ben? O-o que você está insinuando?—pergunto, o empurrado para trás.
Ele me agarra pela cintura e me puxa para a parede. Minhas costas batem com tanta força nela que provocam um som muito alto e eu sinto uma dor horrível. Ben começa a beijar meu pescoço e eu tento me livrar de várias formas.
—Para com isso!—grito.
—Qual o seu problema? Vai me dizer agora que gosta de mulher?—ele rosna.
Arregalo os olhos.
—Como assim? Como você...
—Então me prove que eu faço seu tipo!—ele abaixa a alça do meu vestido. Subo ela.
—Pare!—grito.
Ele me olha com ódio e rasga alguns babados da parte de baixo do meu vestido. Observo essas partes pousarem do chão e tomo coragem para morder a mão dele.
Ben solta um grito, mas não me larga.
Assim, me vejo sem opções e estava pronta para chutar o "companheiro" dele com o joelho, quando Toby surge do nada e começa a socar Ben e fazer sinais com a cabeça mandando eu ir embora. Agradeço ele com um sorriso e saio voando dali.
SPENCER
—Não acredito! Esse garoto é um idiota! Vai se ver comigo! —Eu grito, cerrando os punhos assim que termino de escutar a história de Emily.
—Calma! Toby já está se resolvendo com ele!—Emily diz.
—1...2...3...—tento me acalmar. Que garoto ridículo!
—Esquece isso, Spencer.—Emily fala, olhando em volta.
—Já estou mais calma...—falo, tentando me convencer disso. 
Quem ele pensa que é para fazer isso com a minha amiga? 
—Eu quero ficar um pouco sozinha, vou ali rapidinho mas já volto.—Emily sussurra, apontando.
—Ok.
—Se o Toby chegar, agradeça ele por mim.—ela completa e sai correndo. 
Assim que ela sai, quase que instantaneamente Toby aparece. 
Corro para abraçá-lo. Seguro seu rosto. Ele estava com um arranhão na bochecha e a boca roxa, sagrando.
—Ai meu Deus, Toby! Está doendo muito? Vamos agora para o hospital! —grito.
—Não precisa!—ele desvia o rosto.
—Isso está feio. Vamos então para a minha casa cuidar disso.—sugiro.
—Eu sei. O que me conforta é que o desgraçado está pior.—ele ri.
—Você foi muito corajoso. Mesmo. Estou agradecendo  pela Em. Ela passou por aqui. Precisava ficar um pouco sozinha, mas mandou te agradecer também.
Ele sorriu.
—Não aguento ver você assim! Que tal irmos lá para casa?
—Não precisa. Sério.
—Espera aí. —falo e saio correndo.
Compro água, pego alguns lenços da minha bolsa e também um pouco de base.
Aplico no rosto dele a base para esconder os arranhões. O lenço serviu para amenizar um pouco o sangue da boca. 
Ao final, dou a água para ele beber. 
Toby sorri e me beija. 
—Obrigado, Spence...
ARIA
Assim que terminei de falar com as meninas, andei meio perdida. Sentei em um banquinho cercado de árvores  e agora estava nessa situação: ouvindo barulhos de algo se mexendo por entre as plantas e morrendo de medo. Levanto  do banquinho e sigo o barulho. Vou andando e... Não pode ser! Era Ezra! Corro em sua direção e nos abraçamos. Ficamos apenas abraçados por segundos incríveis, em que posso sentir seu cheiro de café misturado com perfume. Um cheiro que eu tinha aprendido a amar.
Me afasto e olho em seus olhos verdes.
—O que está fazendo aqui? Não disse que não poderia vir porque tinha uma reunião?—pergunto.
Ele sorri.
—Queria fazer uma surpresa.
—Então conseguiu. Nem imaginava!
Ele sorri novamente.
—Vamos dançar?—ele me pergunta, fazendo uma reverência desengonçada.
Começo a rir dele.
—Bobo! 
—Isso é um sim?
—É.
Ele me puxa pela mão e chegamos até a pista. Era uma música lenta.
—Quero ver seu rosto.—ele fala, do nada.
—Mas Ezra... Todos aqui te conhecem, sabem que você é meu professor e que eu sou a aluna! Eles vão...—começo, mas ele me interrompe.
—E daí? É nossa primeira dança juntos. Quero ver seu rosto!
Ele começa a retirar minha máscara lentamente, analisando cada parte do meu rosto que vai sendo revelada.
Assim que ele termina de tirar a minha, tiro a dele também fazendo isso.
Nos olhamos por um tempo e depois voltamos a dançar.
—Eu te amo.—ele sussurra no meu ouvido.
—Eu também te amo.—falo. Eu sabia que o amava. E muito.
ALISON
Quando termino a conversa que não deu em nada, apenas ofensas, saio da cabine telefônica exausta. 
Desisto DELA. Que ódio! 
Caminho pelas ruas desertas até em casa. Quando chego me deparo com meu irmão.
—Ah, oi Ali!—ele grita. 
Atrás dele também chega alguém.
Não pode ser! Faz tanto tempo que não a vejo! Minha mãe tinha proibido minha amizade com ela. Mas eu a adorava, apesar de ter que esconder nossa amizade de tudo e todos. Era a namorada de Jason. Era a Cece! 
—Cece!—grito e corro para abraçá-la. 
—Alison! Que saudadeee!—ela abre o maior sorriso.
Jason bufa. Ele sobe as escadas e avisa que vai no banheiro e já volta.
—Então, pode ir me contando por que está triste. 
—Eu não estou triste. 
Ela me encara.
—Alison. Eu te conheço. Você pode até enganar alguma outra pessoa, mas não a mim. 
Suspiro.
—Estou irritada com algumas coisas sim. É que sabe...—começo, mas Jason grita da escada.
—Cece! Quero minha namorada para mim um pouco...
Ela revira os olhos e já estava pronta para dizer um "agora não dá" mas Jason fez uma carinha de cachorro abandonado e ela não resistiu.
—Promete que depois vai me contar. —Cece sussurrou.
—Prometo.—suspirei.
—Ah vem cá, meu idiota mais lindo do mundo! —ela abriu os braços e fez voz de bebê.
Eca. Que nojo. 
Liguei a TV e olhei o relógio da sala.
Agora que lembrei! O baile! Não posso faltar! 
Subo as escadas correndo. Enfio minha máscara e meu vestido preto e faço cachos no meu cabelo.
Em desespero, desço as escadas. Acabo tropeçando em um dos últimos degraus e caio com tudo no chão. Fico um tempo deitada ali. Minha cabeça está girando e tudo está embaçado. Levanto. Tudo vai ficar bem, Alison. Espero um tempo parada em pé e volto a correr apesar das dores. 
HANNA
Estava conversando com Mona. Ela estava me contando da reação das pessoas quanto a sua mudança e estávamos criticando o vestido das outras meninas da festa. Estava tudo bem até meu celular apitar. Assim que vejo que é uma mensagem de A, aviso que já volto e me afasto. Abro a mensagem. Era curta, mas assustadora.
"Eu vejo você. -A"
Olho em volta, desesperada. A estava me observando. Corro para fora da festa. Assim que saio, avisto alguém mexendo no celular. A pessoa estava de casaco com capuz preto. Meu coração acelerou. Seria A? Me enfio entre os arbustos e observo a pessoa de longe. Ela olha em volta e sorri. Aperto os olhos para ver melhor. Não pode ser! Meu Deus! Com o coração quase saindo pela boca, mando uma mensagem para as meninas.
"S.O.S
Sei quem é A! Me encontrem no estacionamento. Vcs sabem onde é. Venham logo."
Encaminho para todas e saio de trás da árvore. Vou para o estacionamento e espero alguns minutos ali. Avisto elas chegando. Aceno e  de repente, a expressão das três muda completamente e elas começam a gritar meu nome. 
Me viro para trás, sem entender nada. Arregalo os olhos. Um carro cinza estava vindo na minha direção, cada vez mais rápido.
Congelo, sem saber o que fazer. Não consigo me mover por mais que queira. Minhas pernas parecem duras e secas e se recusam a qualquer movimento. 
Tudo isso só durou um segundo. Nem percebi que tinha sido atingida até que estivesse no ar. Cai no chão duro e senti uma dor muito forte. Meu corpo inteiro doía. Eu queria gritar, mas não conseguia. Apesar da vista embaçada consegui ver que minhas amigas gritavam, se aproximando correndo. E então, não consegui ver mais nada. Tudo ficou preto.

NARRADOR 
Aria se ajoelhou na frente de Hanna. Logo atrás dela, chegavam Spencer e Emily. As três já estavam com os olhos marejados. Que desgraça! 
—Hanna! Acorda! Pelo amor de Deus! —Aria chacoalhava a amiga.
Os celulares das três apitam. Elas se entreolham assustadas.
—Ah não...—Emily sussurra.
Spencer tremia.
As meninas lêem a mensagem.
"Ela sabia demais. -A"
Spencer solta um gritinho. Emily chora cada vez mais e Aria fica completamente pálida. 
As três começam a gritar por ajuda, desesperadas.
—Alguém!—Emily chama.
—Socorro!—Aria grita, se levantando.
—Nos ajudem!—Spencer acompanha. 
—Por favor!—Emily grita novamente, entre lágrimas.
As palavras de A ecoam na cabeça de Aria. 
Ela sabia demais.
Então, ela estava mesmo certa. O jogo só vai piorar. A é um pesadelo. 



domingo, 23 de novembro de 2014

11- O dia tão esperado chegou!

ESPECIAL BAILE DE MÁSCARAS -PaRtE uM


SPENCER
—To...by! Para! Pa...ra! Não... Isso... Não!—gritei, tentando me defendeder das cosquinhas que o Toby fazia em mim. 
Havia se passado 1 mês e nós agora éramos muito amigos. Inclusive, combinamos de ir juntos no baile que teria hoje. Eu estava muito animada.
—Não! Só paro se você me mostrar o que tem nesse computador.—ele gritou, parando de me fazer cosquinhas.
—Não, isso é golpe baixo! —eu disse, correndo para fora dos braços dele. 
Ele me seguiu rindo e me puxou. Nossos rostos ficaram perigosamente perto. Meu coração acelerou e envergonhada, virei o rosto. Ele então, o virou de volta para sua direção e me beijou. No início, fiquei meio incerta, mas deixei rolar. 
Quando o beijo terminou, o olhei, surpresa.
—Eu não esperava por isso.—sussurrei.
—Eu também não.—ele riu.
Sorri para ele e o beijei novamente.
...
O Toby foi embora para nos aprontarmos para o baile.
Agora, parada na frente do espelho, observo o resultado final da minha produção. 
Escuto a campainha tocar e a Melissa gritar alguma coisa. Desço correndo. 
Melissa me olha com cara de nojo, eu reviro os olhos e avisto Toby na porta.
Corro para abraçá-lo. 
—Está linda!—ele abre um sorriso.
—Você também está lindo com esse terno!—pisco para ele.
Ele ri e me acompanha até o carro. Abre a porta para mim, como um verdadeiro cavalheiro.
EMILY
—Achei a Spencer! —gritei e apontei para o Ben ver. —Vou lá falar com ela, ok? 
Ele faz que sim com a cabeça e me dá um selinho.
Vou correndo até Spencer.
—Está maravilhosa, Em!—Ela gritou, me abraçando.
A analisei melhor. Seu penteado... O vestido... A máscara...
—Você também!—falei, sorrindo.
—Em, preciso te contar uma coisa!—ela segurou meu braço e me puxou para um lugar mais silencioso, com poucas pessoas.
—Pode contar.
—Espera.—ela começou a olhar em volta.
—Conta logo!—gritei, impaciente.
—Ok, é que... Eu e Toby nos beijamos!—ela sussurrou.
—Meu Deus! Não acredito! Como foi? Estão namorando? Sentiu algo forte? Acha que ele é o cara certo? Cadê ele? Você veio com ele, né? 
—Em, Em! Respira! Uma pergunta de cada vez.
Eu sorri. Estava feliz por ela. Tive a oportunidade de conversar com o Toby algumas vezes e ele é bem legal. 
Spencer e eu começamos a conversar até que nossos celulares apitaram. Seria A?
Trocamos olhares e eu abro a minha mensagem primeiro. Graças a Deus era só a Aria. 
Em, cadê você? Está com a Ali e a Spencer? Estou aqui com a Hanna.
Spencer me mostrou a mensagem dela.
Spence, cadê você??? Estou com Aria. Vc está com as outras? 
Onde estaria Ali?
—Vamos tentar ligar para ela.—sugeriu Spencer.
Fiz isso, mas caiu na caixa postal.
Ela me olhou tensa.
—Toda festa A resolve sequestrar a Alison? —ela perguntou irônica.
—Será que foi mesmo A? Vou tentar ligar para Ali novamente.—Eu disse, já discando o número dela.
—Coloca no viva voz!—ela gritou.
Eu coloquei.
Ali atendeu no quarto toque.
—Emily?—ouvi a voz dela.
—Sim. Estamos eu e a Spencer aqui no baile. Cadê você?— eu disse.
—É que... Não acho minha máscara.—A voz de Ali tinha um tom estranho.
—Ué, sei lá. Vem sem. Ou compra uma agora.— Spencer falou.
Ao longe, deu para escutar um som de uma espécie de pancada e logo em seguida um grito abafado.
—O que está acontecendo?— perguntei.
—Ãn... Nada não. É só o... Jason. Ele perdeu seu celular e deve... Deve ter se atrapalhado procurando. É isso.—ela parecia nervosa.
Eu e Spencer nós entreolhamos.
—Ata, Claro. Acredito. ironizei.
—Emily! É sério, ok? Tchau, preciso ir.—ela sussurrou e desligou.
ARIA
Estava com Hanna procurando as meninas. Eu estou até hoje boba. Como ela conseguiu emagrecer tanto em 1 mês? Toquei nesse assunto e meio nervosa ela começou a embolar as palavras e eu não entendi nada do que ela disse. Resolvi não retrucar, mas continuo estranhando.
—Ei! Achei a Spencer e a Em!—Hanna grita, apontando.
Percorro os olhos na direção que o dedo dela aponta e as acho.
Andamos até elas.
—Estão lindas!—Emily sorri.
—Estão mesmo.—Spencer concorda.
—Valeu, vocês também estão!—pisco para elas.
—Ah é. Nós ligamos para a Ali e ela parecia muito estranha.—Spencer diz.
—Verdade. Tinha barulhos de alguém no fundo... Um grito abafado...—Emily explica.
—Ela disse que era Jason mas não acreditamos. —Spencer completa.
—Que estranho.—eu disse, pensando.
—Não fazem ideia de quem era no fundo?—Hanna pergunta.
—Um homem. —Emily diz ao mesmo tempo que Spencer diz que é uma mulher.
—Não. Eu tenho certeza que era um homem!—Emily grita.
—E eu de que era uma mulher!—Spencer também grita.
Reviro os olhos.
—Parem!—Hanna grita, se enfiando no meio delas.
Emily e Spencer encaram Hanna por uns 2 segundos e depois continuam a briga assim mesmo, até que nossos celulares apitam.
Tensas, pegamos nossos celulares. Era A! Abro a mensagem, morrendo de medo.
"Parem de brigar e de se
preocupar com a Queen Bee! 
Ela está mais bem do vocês 
imaginam. Mentindo para vocês, é claro, como ela sempre faz. -A"
Emily solta um soluço.
—A tem razão. Não podemos mais nos preocupar com ela.
—Ei, mas agora, mais do que nunca temos que procurar saber o que Ali está aprontando! —Spencer gritou.
—Vocês já pararam para pensar?—Hanna disse, olhando para o nada.
—No que?— perguntei.
—Alison sempre fica nos zoando com nossos defeitos. Ameaçando nossos segredos. Nos incentivando a coisas ruins....Não faz sentido...—Ela explicou.—Agora pensando, por que ela nos escolheu?
—Não pergunte por que ela nos escolheu, agradeça!—falei.
—Por que estamos recebendo as mensagens de A? Pensem.—Hanna gritou.
—Por causa... Da Alison! —Emily raciocinou.
—Eu sinto que isso não vai acabar, mesmo que nos afastemos dela... Eu sinto que o jogo, com ou sem a Alison só vai piorar.—desabafei.
—Exatamente. —Spencer disse.
—Eu não sei vocês, mas eu não vou mais andar com a Alison.—Hanna continuou.
—Eu também não.—respondo em coro com Emily e Spencer.
Depois disso, fica um silêncio. Eu fico relendo a mensagem várias vezes. Aí que cai minha ficha.
—Meninas! Releiam a mensagem! A sabe que estávamos brigando. A está aqui! —grito.
Hanna solta um gritinho agudo. Emily abre a boca em formato de "O". Spencer dá um passo para trás.
—A está em todo lugar. Ele pode ser uma das pessoas mascaradas, ou ele pode estar observando tudo de cima de uma árvore. Nunca saberemos.—Emily fala olhando para o chão.
Hanna concorda com a cabeça. 
—A Alison sempre vai ser a Alison. Não... Não vamos mais andar com ela mesmo, né? —Hanna pergunta.
—Sim.—Spencer assente.
—Então... vamos... vamos tentar esquecer isso e nos divertir. —falo.—E fiquem atentas, qualquer um pode ser A. 
—Que ódio. Tenho vontade de ir de pessoa por pessoa e chacoalhar cada uma até a ela confessar que é A. —Emily diz e todas nós concordamos.

HANNA
Nos separamos para tentarmos nos divertir um pouco. Procuro por Sean mas não o encontro. Ele já me viu transformada, e eu adorei a sensação. Quero ter novamente esse gostinho dele de queixo caído, babando. 
Sinto alguém me encarando e me viro, dando de cara com um menino de máscara preta, cabelos castanhos lisos até o ombro e olhos castanho mel hipnotizantes. 
—Me concede essa dança? —ele faz uma reverência. —Prometo não pisar no seu pé.
Começo a rir e aceito. 
A primeira música é bem animada, mas ela já estava no final e acaba bem rápido.
Torço para que a próxima não seja lenta.
Quando tocam os primeiros acordes percebo que é. 
Eu queria parar com aquilo, mas eu não conseguia. Acho que na realidade, eu não queria parar.
Ele passa as mãos pela minha cintura e eu pelo seu pescoço. Dançamos no ritmo da música, em uma sintonia incrível. Encosto minha cabeça no ombro dele e sinto que ele sorri.
Assim que a música acaba, por mais que eu queira dançar novamente com ele, quero saber pelo menos seu nome primeiro.
—Ei, qual seu nome?—pergunto.
—Caleb—ele sussurra no meu ouvido e eu me arrepio inteira. 
—Caleb, eu sou a Hanna.—estendo minha mão para ele.
—Eu sei.—Caleb responde e desaparece na escuridão.
—Não... Espera!—grito, em vão.
Ele tinha algo de diferente, de especial que só me fazia querer saber mais e mais sobre ele. 
Suspiro. Hoje não é meu dia.

ALISON
—O que você quer de mim?—grito, me apoiando no balcão.
—Dinheiro. Por aquele favorzinho que eu te fiz.—ele reponde, me encarando. Viro o rosto.
—Já disse que não tenho por enquanto. Não pode esperar?—pergunto, olhando em volta verificando se não tem ninguém pela quinta vez.
—Não.
—Então não tem outra forma de pagamento?
—Hm...—ele me analisa da cabeça aos pés.—Talvez.
— O que?
—Quero seu rosto.
—Meu rosto?—grito, tocando o mesmo.
—Quero esculpir ele.
—Para que?
—Seu rosto é perfeito. Tem muitas utilidades —ele chega perto e começa a tocá-lo. Eu me afasto.
—Ok. Eu... Faço.—suspiro.
—Depois disso está liberada.
Dou graças a Deus. Não aguento mais ficar nesse lugar escuro e sufocante. Me lembra... Do Halloween.
—Amanhã, 14:00 horas na minha loja, fechado?
—Sim. Tanto faz. 
Até parece que eu vou ir.
—Pode sair então. 
Eu começo a me retirar, mas ele me puxa pelo braço.
—E não ouse faltar.
Quer dizer que agora ele está lendo meus pensamentos? 
Olha com ódio para ele e começo a mexer o meu braço, tentando me libertar.
—Me solta, idiota!—grito, cuspindo nele.
O maldito aperta meu braço mais forte ainda.
—Eu. Não. Vou. Faltar. —falo pausadamente.
—Acho bom, porque não foi fácil fazer aquele favorzinho para você.—ele fala e finalmente me solta.
Saio tentando não chorar. 
Ando pelas ruas desertas com meu casaco caquí. Os meus cabelos ao vento atrapalham minha visão. 
Se tudo ser certo, ainda consigo chegar a tempo no baile para ficar com as meninas.
Paro em uma cabine telefônica.
E disco o número... dela.
—Alô? Eu não aguento mais você. Sai da minha vida! Você não sabe o que está acontecendo comigo por sua culpa. Eu não posso mais.











quinta-feira, 20 de novembro de 2014

10- Uma escolha sempre difícil. (Cap. Especial da Hanna)

Especial narrado pela HANNA
1 mês depois (Um dia antes do baile)
É incrível a sensação de acordar de manhã e se sentir mais leve; de não ter que ficar horas se torturando para caber na calça jeans; de se olhar no espelho e não se sentir uma perdedora obesa; passar a mão pela barriga e senti-la lisa; de ter os meninos da escola encarando sua bunda.
Eu me sinto mais feliz. E pensar que há um mês atrás eu era uma perdedora (amiga da Alison DiLaurentis), obesa. Agora eu continuo sendo a amiga da Alison, mas adivinha? Eu não peso mais 66kg eu peso 52kg! Em um mês eu emagreci uns 14kg. Correndo todos os dias com minha mãe e forçando o vômito não é difícil. Enfim, agora eu posso ir até de carro alegórico no baile que eu vou ser considerada bonita.




Hoje eu vou com as meninas escolher o vestido para o baile. 
Me arrumei e estava pronta para sair quando meu telefone toca. Olho o visor: Mona.
Não, Ali ainda não sabe da minha amizade com Mona. Ninguém sabe. Quer dizer... quase ninguém. A sabe. Semana passada ele mandou uma mensagem ameaçando contar da minha amizade com Mona para a Alison, com uma foto minha e dela.
Se A contar, eu não sei o que vou fazer. Não quero perder a amizade da Mona e nem a da Ali.
—Alô.—atendo.
—Oi, Han. Te liguei para saber se hoje está confirmado.
—Confirmado? O que?
—Esqueceu? Você e eu. Minha casa. Cinco da tarde.
—Ah ééé! Transformação? 
Eu já me transformei e agora era a vez da Mona. Ela me ajudou muito. Por isso, fiquei devendo isso a Mona e mandei ela não resolver se transformar sem mim.
—Yeah! Então tá. Só para te lembrar mesmo. Você sabe que está uma gata, né?
—Você também vai ficar, vai ver.
—Anciosaaaa...
—Mon, preciso ir. Mais tarde te ligo.
—Bye!
Desliguei e apaguei a ligação do histórico, para caso Ali ou alguma das meninas pegar meu celular não ver nada.
...
—Hey meninas!—Ali gritou de longe.—Venham cá.
Fomos correndo e assim que chegamos nos deparamos com Ali segurando na frente do corpo um vestido extremamente lindo. Era preto brilhante e ia até os pés.
—O que acharam?—ela pergutou, assim que saiu do provador.
—Está incrível, Alison!—Spencer sorriu.
—Você está linda!—Emily falou baixinho.
—Sério mesmo?—ela rodopiou com o vestido.
—Seríssimo!—Aria gritou.
—Está realmente linda!—falei.
Ela sorriu.
—Então vou levar esse.—ela disse, entrado para dentro do provador de novo.
Não estávamos nos preocupando com a máscara por que a Aria disse que ela mesma faria para cada uma de nós.
Depois que Ali saiu, ela nos perguntou se já sabíamos o que iriamos usar.
—Ah eu gostei desse. O que acham? —Emily pegou um vestido azul escuro, até os pés. Era muito lindo!
—É perfeito! —gritei.
—Você vai arrasar nele, Em!—Alison disse.
—Também acho!—Spencer analisou o vestido de Emily.
—Pode levar esse mesmo. —Aria sorriu.—Não vai experimentar?
—Vou. Esperem aí.
Emily demorou um tempo e quando saiu estava deslumbrante.
—Vai levar esse mesmo!—Ali gritou.
—Ei, acham esse bonito?—Spencer falou de longe.
Nos aproximamos dela e analisamos o vestido. Só tinha vestido bonito nessa loja! Era um amarelo com alguns detalhes de preto, até os pés também. 
—É lindo! —Emily disse.
—Ai, eu também adorei! —Aria falou e começou a tocar no vestido.
—É muito lindo, Spence! —falei.
—É... vai lá experimentar!—Ali gritou, dando tapinhas na bunda de Spencer. Começamos a rir.
Spencer saiu impecável do provador. Todas nós aprovamos. 
No final, apenas eu e Aria não encontramos vestidos legais naquela loja. Partimos para outra.
Começamos a olhar tudo. Eu estava observando um vestido rosa quando Aria gritou.
—Meninas, olhem esse!
—Ai meu Deus! É perfeito!—Spencer falou.
—Concordo. É maravilhoso.—Emily disse.
Me aproximei e olhei o vestido.
Era vermelho rodado com listras pretas, até o joelho.
—Parece com a capa daquele livro... Black Swan. O cisne que está na capa tem exatamente essas cores.—comentei.
—Verdade! —Ali riu.—É lindo, Aria.
Ela sorriu e saiu pulando para o provador.
Assim que saiu, estava muito linda. Todas nós aprovamos de queixo caído. 
Tentei experimentar o rosa que eu estava olhando antes. Mas só Spencer aprovou.
Fomos para outra loja.
Entrei lá e dei de cara com um vestido simplesmente perfeito. Era branco com detalhes de dourado, até os pés. Não consigo descrever.
—Meninas, olhem esse!—gritei.
—Que lindo, Han! —Emily sorriu.
—Vai ficar muito legal em você. —Ali comentou.
—Verdade. Vai experimentar, quero te ver logo nele. —Aria gritou.
—É, vai logo!—Spencer riu.
Experimentei e não tinha como dizer não. Eu estava lindíssima.
Saímos do shopping exaustas, ás 4:36 da tarde. 
Quando cheguei em casa, adormeci olhando o vestido.
Quando acordei eram 5:20! Pulei da cama. O encontro com Mona! Ajeitei o meu cabelo e saí correndo de casa.
...
—Então tá. Vamos começar tirando esses óculos e colocando uma lente no lugar deles. —falei e em seguida, fiz tudo que disse.
Mona já sabia o que tinha que ser feito. Ela descobriu lendo na internet a algum tempo e nunca fez por baixo auto-estima, eu acho.
—Agora vamos soltar esse cabelo e hidratar. —falei e novamente fiz tudo.
—E agora a maquiagem, uma das minhas partes favoritas!—gritei e peguei meu estojo de maquiagem. 
Passei batom vermelho escuro nos lábios carnudos dela. 
Assim que terminei, ela apertou os lábios para espalhar o batom. 
Passei rímel, blush, base, cremes e sombra nela também. Mona estava ficado linda!
—Que ódio! Deixa eu ver logo, Hanna! —ela gritou e riu.
Eu não estava deixando ela ver nada. Queria fazer uma surpresa.
—Calma! Está quase terminando!
Quando terminei ela se virou para olhar o resultado final. 


Ela arregalou os olhos, me lançou um olhar carinhoso e me abraçou.
—Amei, amei! —ela disse.
A roupa para sairmos ela que havia separado. Mona se vestiu e fomos para a minha casa para eu mostar meu vestido antes de comprarmos o dela. Mona amou! 
Depois, passamos no shopping para, finalmente, escolher o dela. Todos os conhecidos da escola, ficavam babando quando nós viam passar.
No final, escolhemos um vestido perfeito para ela. 
Era um tomara-que-caia roxo até os joelhos muito lindo! A máscara, Mona explicou que havia encomendado.
Essa baile promete!








segunda-feira, 17 de novembro de 2014

9- O que uma carinha meiga consegue...

HANNA
—Tenho um vestido que é perfeito para você, filha!—minha mãe disse, assim que sentei na mesa para tomar café.
—Será que eu vou caber nele?—perguntei, colocando sucrilhos na minha tigela. 
—Hanna, é claro que sim. Podemos alargar, sei lá. 
Há! Alargar! 
—Mãe, eu nem sei se vou... Acho que teremos que comprar vestidos em uma loja especial para obesos.
—Hanna, pare!—minha mãe berrou.
Suspirei e comecei a comer.
—Olha, Hanna, até que você me deu uma ideia. Você vai correr comigo todos os dias. Vá se arrumar para uma corrida, hoje você não vai a escola! 
Meu queixo caiu.
...
NO DIA SEGUINTE 
—Hey! —ouvi a voz de Alison e me virei.
—Oi, Ali!—andei até ela.
—E aí? Já tem com quem ir no baile ou vai com a Aria mesmo? —ela riu.
—Acho que eu vou  acabar tendo que ir com a ela mesmo...—abaixei a cabeça.
—Ei, aquele ali não é o Sean Ackard? —Alison sussurrou e riu.—Será que ele já tem par pro baile?
Corei. Eu gosto dele desde o 6º ano, época em que eu nem conhecia Ali.
—Provavelmente sim. E se não tiver não vai querer ir com uma baleia.
—Hanna, para com isso! Vem cá! —ela me puxou pelo braço.
ALISON
—Sean! —gritei. 
Na mesma hora ele se virou e deu um sorriso.
—Oi Hanna! Oi Alison!
—Ele falou seu nome primeiro!—brinquei, sussurrando no ouvido de Hanna. Ela me olhou e demos uma risadinha.
—Então... você já... já t-tem...—Hanna começou a gaguejar e eu revirei os olhos.
—A Hanna quer saber se você já tem com quem ir no baile.—expliquei.
—Não, por que? 
—Ãn, porque eu também não tenho com quem ir e bem...  você gostaria de ir comigo? Se não quiser, não tem problema. Eu te entendo! —ela começou a fazer vários gestos com a mão.
—Ãn... —ele pareceu pensar, meio nervoso.
—Sean, o que custa? A Hanna é linda e muito legal. Admito, se ela não tivesse essas gordurinhas a mais, vocês seriam perfeitos juntos. —disse. Tadinha da Hanna. Ela merece ir com o Sean. Se ele disser não, arranco a cabeça dele. 
—Eu estava brincando. —ele sorriu, tímido.—Claro que eu aceito. 
Em seguida, ele olhou carinhosamente para a Hanna e se virou.
Ela deu um sorrisão e depois ficou olhando ele sair, em choque. Olhei para ela e sorri também.
—Tá vendo?—eu ri.
—Obrigada mesmo, Ali!—ela pulou em cima de mim, me dando um abraço de urso.
—Por nada.—nem sei como minha voz saiu.— Mas... será que você pode me soltar? Estou ficando sem ar!
ARIA 
—Não sei se vai dar para eu ir...—Ezra me olhou, triste.
—Ei, não tem problema. Todo mundo ia te ver. Tipo... Esse não é o Sr. Fitz e a Aria? Reconheço a cara deles!—ri e sentei na mesa na frente da dele.
—Aria ninguém ia reconhecer nossa cara. É um baile de máscaras! Vão ter máscaras cobrindo nosso rosto.—ele riu.
—Ah... Então... Sei lá.
—Queria muito ir, para ver você. Aposto que vai estar maravilhosa. 
—Anw, por que não vai poder ir?
—Vou ter uma reunião...
—Ata. Que pena.
—As consequências de namorar um professor.—ele riu e me deu um selinho.
—Bom, eu tenho que ir para minha próxima aula. Depois a gente se fala.—me levantei depressa.
—Ah não...—ele fingiu um choro e eu comecei a rir.
—As consequências de namorar uma estudante.
Ele riu e se levantou também. 
—Tchau.—Ezra veio até mim e me deu um beijo.
—Tchau.—dei um tchauzinho e sai. 
Assim que ia entrar na outra sala, meu celular apitou.
"Ariaaa!! Vejo que continua com o 
professor... Por que insiste tanto nessa 
relação? Sabe que vai acabar mal pra ele...
E pra você. Cuidado, qualquer dias desse
eu posso resolver espalhar isso para todos...-A" 
SPENCER
Mais um dia em que fui ignorada. Lá em casa, eu não existo. Não me dão Bom Dia, Boa noite, Boa tarde; não me respondem quando eu pergunto, e se respondem é uma resposta falando da pobre Melissa. Tipo: "Vocês viram meus livros?" "Melissa está aqui sofrendo e você vem perguntar do seus livros?"; Se eu conto de uma nota boa não me dão parabéns. Nem me olham! 
Quero me mudar de casa, de família! NÃO AGUENTO MAIS!
Estava andando correndo pelos corredores revoltada, tentando achar as meninas, quando trombo em alguém. Ok, agora estou começando a achar que sou mesmo invisível. Meus livros caem e se espalham pelo chão. Uma mão me ajuda a levantar. Ainda estou meio tonta. A pessoa em quem eu esbarrei provavelmente também estava correndo, por isso, o impacto foi maior. Lembro de quando esbarrei em Emily e olho para frente. Seria ela de novo?
Arregalo os olhos. Não pode ser. Esse é Toby... Cavanaugh? Quase engasgo. Ele estava muito diferente. Ele sempre foi o esquisitão meio-irmão da Jenna. Tinha os cabelos bagunçados e uma franja que tampava o rosto praticamente inteiro. Passava o recreio todo sozinho ouvindo música. Ele saiu da escola no meio sétimo ano. Haviam se passado três anos. Agora ele estava na minha frente com um corte novo de cabelo que mostrava seus lindos olhos azuis e com um enorme sorriso no rosto me encarando.
—Ei, está tudo bem?—ele me ajuda a pegar os livros no chão.
—Você é o... Toby? —pergunto. —Está diferente.
Ele ri.
—Pois é. Você é a Spencer, certo? 
—Certo. Como você se lembra?
—Você era uma das amigas da Alison. 
Dei uma risada nervosa. Alison praticava bulliyng com ele.
—Mas então... Por que se mudou de escola?
Ele me lançou um olhar irônico.
É claro que eu sabia. Por causa da Alison.
—Desculpa mesmo. Acho que o impacto de quando trombamos me fez ficar meio idiota.
Nós rimos.
—Mas então, Spencer... Eu tenho que ir. Depois nos falamos?
—Claro.
Ele sorri e se vira. Como ele ficou assim tão lindo? Oh Meu Deus!

EMILY
Eu e Ben fomos em uma sorveteria e matamos aula. Foi incrível. Ele é muito legal. Mas não consigo sentir mais nada por ele a não ser amizade. As vezes eu também fico muito triste, por o estar "usando".
Suspiro e volto a realidade. Estamos sentados embaixo de uma árvore, depois de comer muito sorvete e hambúrguer.
Ouço um ronco e levo o maior susto. Não notei que ele estava dormindo. Tento de várias formas me livrar do abraço dele mas não quero acordá-lo. Derrotada, paro de tentar. Resolvo dormir também, até que meu celular começa a tocar. Maldita pessoa. Vejo o visor: Spencer.
Atendo mais fico em silêncio, testando vários "alô" baixinho para ver se não estou com voz de sono.
—Ãn... Alô?—Spencer diz, depois de um tempo.
—Oi. O que foi?
—É... É... 
—Eu já conheço a letra "E", Spencer. Diz logo.
Ela dá uma risada meio nervosa.
—Ficou sabendo que o Toby voltou?
—Oi? O que? —levanto em impulso, me livrando dos braços de Ben. 
Dou uma risada e um suspiro de alívio. Consegui me livrar e foi tão... Ai meu Deus... Ele está abrindo o olho... 
—Emily? —Spencer me chama.
—Ah oi... Desculpa.
—Tá... É que...—a Spencer continua.
—Não eu não to falando com você.—explico.
—Quem é? —Ben pergunta.
—Spencer.
—Que? —ela responde.
—Não... Não é com você!
—Comigo?—Ben pergunta.
Putz... Que Confusão.